Sunday, 23 May 2010

Sentimento

Não há nada que mais doa

Do que o sentimento ferido

Muito embora se perdoe

Jamais será esquecido




É a nossa natureza

Mas não destoa talvez

Se não fosse assim

Não valia a pena ter nascido

Há sempre quem os sentimentos esqueça




Se estiveres com lucidez

Eu digo

Tem aquilo que merece

Mas não é desumano esquecer

Muito embora se sinta desiludido

Perdoe e esqueça

Para que sua fé fortaleça



by Artémis

Estimular o Teu Amor

Estimular o teu amor

É tudo quanto quero

Talvez não penses assim

No entanto o que eu vejo

Aquilo é para mim

A fúria dum desejo

Com bastante calor




Tudo quanto sonhei

Foi apenas amar

E ser também amada

Será que contigo possa contar

Ou terei uma desilusão?

Não acredito




Isto é apenas uma confissão

Dou o dito por não dito

Nós amamo-nos com todo o coração



by Artemis

À Beira do Tejo

Estou ouvindo uma melodia

Que me encanta

Era tudo o que eu queria

Há muito tempo que não vejo

Tanta calma

Barcos de vela ao longe

Tudo isto é apaixonante

Aviões no ar

Pessoas a passear

Com alegria

Cabelos ao vento

É excitante

Uns a rir outros a cantar

Meu coração está ausente

De tudo o que o rodeia

Admirando o mar

by Artemis

Racismo

No amor não há racismo

Tanto se ama preto

Como se ama branco

Ou amarelo

Toda a gente é pessoa

Interessa é que se amem

E sejam felizes

Para bem do mundo

E que tenham muitos filhos

E eles amem os pais

Porque entre tantas diferenças

Por fim somos todos iguais

by Artémis

É Outra Vez Primavera

Eucaliptos majestosos

Com o vento baloiçando

Seu perfume largando

É para mim uma lembrança


Que ficou gravada


Desde criança


Dos tempos idos em alvoroço


Brincando e rindo

No Convento da Serra

Cavalgando num cavalo russo

Na Primavera

Os pássaros a cantar

Não vai voltar a acontecer

Aquela menina já era

Hoje apenas está à espera

Da sua viagem certa

Mas não fica confusa

É outra vez Primavera




by Artémis

Wednesday, 12 March 2008

À Mariana

De ti muito gosto
Tanto quanto desejas
És bonita talentosa
Escreves tuas prosas
Mas não te tornes vaidosa
O desenho é o teu "hobby"
Mas não deixes de escrever
Podes juntar os dois
Eu vi
Sei que vais conseguir fazer
Os teus pais alegria terão
Se o teu curso tirares
E tu sabes bem
Que deves brilhar
Eu fico a ver também
Tua avó eu sou
Do coração te amo
Este poema é para ti
Sonhar contigo vou
E tu vais lê-lo sem drama

As Nuvens

I

Nuvens passam de mansinho
Como se não fosse nada com elas
Mas eu não as perco no caminho
Com persistência a vê-las

II

Elas dançam no céu
Com o propósito de se juntar
Para que meus olhos e os teus
As possam admirar

III

Se olhares bem para elas
Começam a escurecer
Como são belas
Vai mesmo escurecer

IV

As nuvens são brancas
Também cor de chumbo
Se não houvesse nuvens pela certa
Isto estou a ser franca
Era o fim do Planeta